Cachoeira promove caminhada de conscientização sobre o autismo – Foto: Divulgação/Prefeitura de Cachoeira
A cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, realizou a IV Caminhada de Conscientização pelo Autismo e outras neurodivergências, reunindo famílias atípicas, educadores, profissionais das áreas de saúde e assistência social, além de apoiadores da causa. A mobilização teve início na Praça da Aclamação e percorreu ruas do Centro Histórico.
A ação contou com a presença da prefeita Eliana Gonzaga (PT), que reforçou a importância da participação coletiva na construção de uma sociedade mais inclusiva.
“Envolver toda a rede, sociedade em geral, alunos e famílias não é ‘apoio extra’: é a diferença entre inclusão real e exclusão disfarçada. Precisamos compreender e saber lidar com crise sensorial, seletividade alimentar, comunicação alternativa e crises de ansiedade. Quando todos entendem o comportamento de uma criança ou adolescente neurodivergente, o ambiente torna-se terapêutico — com menos crises, mais aprendizado, quebra o ciclo de bullying e isolamento”, destacou a prefeita.
Organizado pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Núcleo de Atenção Especial a Crianças e Adolescentes com Autismo e outras Neurodivergências, o evento teve como principal objetivo dar visibilidade às demandas das pessoas neurodivergentes.
A caminhada também buscou acolher mães e responsáveis, além de orientar a população sobre formas adequadas de interação, comunicação e convivência, contribuindo para reduzir preconceitos, exclusão escolar e dificuldades de acesso a serviços.
Durante a ação, familiares compartilharam experiências sobre a rotina de cuidados. Jucelia Ribeiro, avó de uma criança autista de 8 anos, destacou as dificuldades enfrentadas no dia a dia e a importância da compreensão social.
“Ter um centro multidisciplinar na cidade é muito bom, me dá suporte quando mais preciso, com acompanhamento e ajuda profissional. Os resultados são positivos: ele já consegue ir ao banheiro sozinho, não preciso mais colocar fraldas; já consegue se comunicar – não pela fala, mas através de gestos. Ele tem uma forma diferente de perceber o mundo e, com apoio, terapia e respeito, é notável seu desenvolvimento”, disse.
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