Cachoeira lança protocolo de combate ao racismo nas escolas municipais

Reunião de formalização da implantação do PRECI/Foto: Divulgação

 

Com o objetivo de fortalecer a escuta, o compromisso e a construção coletiva em defesa de uma escola mais segura e inclusiva, a Secretaria Municipal de Educação de Cachoeira, no Recôncavo baiano, realizou a reunião de formalização da implantação do PRECI [Protocolo Escolar de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa].

 

A iniciativa integrou uma semana de formações voltadas ao fortalecimento da educação pública municipal e à promoção de práticas pedagógicas comprometidas com a equidade e os direitos humanos.

 

Presente no encontro, o coordenador de Educação Antirracista, Educação Escolar Quilombola e Educação do Campo, Leandro Alves de Araújo, responsável pela elaboração do protocolo no município, destacou a importância do PRECI como instrumento de orientação, prevenção e responsabilização diante de casos de racismo e intolerância religiosa no ambiente escolar.

 

“O PRECI nasce do compromisso de garantir que a escola seja, de fato, um espaço de proteção, dignidade e aprendizagem para todas as crianças e adolescentes. O enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa exige responsabilidade institucional, formação continuada e ações concretas no cotidiano escolar. A legislação educacional já nos convoca para esse compromisso, especialmente no que diz respeito à valorização da história e das culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas. Não é mais possível tratar essas questões como algo secundário. Precisamos fortalecer práticas pedagógicas comprometidas com a equidade, assegurar o acolhimento às vítimas e construir uma cultura escolar baseada no respeito às diferenças e na defesa dos direitos humanos”, afirmou Leandro.

 

Durante a mesa de debate, o promotor de Justiça Victor Teixeira Santana ressaltou que o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa precisa ultrapassar os muros da escola e envolver toda a sociedade, fortalecendo o diálogo, a empatia e a dignidade humana.

 

“O poder público precisa investir em práticas preventivas de diálogo e educação, garantindo também fluxos de atendimento que orientem os profissionais sobre como agir diante de situações de violência e discriminação, assegurando escuta protegida e acolhimento adequado às vítimas”, destacou. 

 

Já a secretária municipal de Educação, Adriana Lima, afirmou que a pauta dialoga diretamente com sua trajetória pessoal e profissional. Segundo ela, “a educação segue sendo um caminho de transformação social e de construção de um futuro mais justo, reafirmando que combater o racismo e a intolerância religiosa nas escolas é também um compromisso ético com a vida, com a memória e com a dignidade das futuras gerações”.

 

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