
Atividades reforçaram autoestima e identidade negra entre estudantes – Foto: Divulgação/ SEC-BA
O Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos encerrou, nesta quinta-feira, 30, a programação pedagógica do Julho das Pretas, iniciativa que promoveu atividades voltadas ao autocuidado, à valorização da identidade negra e ao fortalecimento das trajetórias das mulheres. Com o tema “Celebrar, resistir e transformar”, a programação foi realizada ao longo de quatro dias.
O último dia reuniu cerca de 300 estudantes do Ensino Fundamental e 15 mães atípicas de alunos atendidos pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). As atividades buscaram fortalecer o acolhimento, a autoestima e a inclusão por meio de oficinas e rodas de conversa.
Mãe das estudantes Lydia da Cruz, do 6º ano do Ensino Fundamental, e Mayane da Cruz, da 1ª série do Ensino Médio, Elba da Cruz destacou a importância da iniciativa.
“Agradeço pelo carinho, afeto e cuidado de um para com o outro. Foi um momento muito importante para nós, principalmente para as mães solos, mostrando que somos agentes capazes de ajudar a nós mesmas e ao próximo”, declarou.
A programação incluiu oficinas de tranças, turbantes, maquiagem, sobrancelhas e dança, além de atividades sobre autoestima, história das tranças africanas, letramento racial e de gênero e experiências ancestrais.
A estudante Kaylane Costa Machado, de 15 anos, da 1ª série do Ensino Médio, ressaltou o impacto das ações voltadas às mães atípicas.
“Estou amando, está sendo uma experiência maravilhosa, porque a gente está dando mais atenção para as mães atípicas. É fantástico ver as mães tendo acesso a essas coisas, porque muitas não têm essa oportunidade”, afirmou.
Para Isabella Santos Souza, de 12 anos, estudante do 6º ano, o projeto contribuiu para fortalecer o protagonismo das mulheres negras.
“As mulheres negras e pretas são lindas e devem mostrar, cada vez mais, a sua força. O projeto é importante para conscientizar sobre o nosso valor, a nossa importância, a nossa resistência e o direito de ocupar os espaços que quisermos”, ressaltou.
Ao longo da programação, estudantes, familiares e comunidade escolar participaram de momentos de diálogo e aprendizado que reforçaram a valorização das identidades e culturas negras, consolidando a escola como um espaço de acolhimento, representatividade e construção coletiva.
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