Programa de aprendizagem criativa chega a sete escolas de Correntina

Iniciativa amplia atividades práticas e estimula participação dos estudantes na rede municipal – Foto: Divulgação/Prefeitura de Correntina

 

Sete escolas da rede municipal de Correntina, no oeste da Bahia, participam do Programa Escolas Criativas, que busca ampliar o uso de atividades práticas e estimular o protagonismo dos estudantes no processo de aprendizagem. A iniciativa foi expandida em 2026, após uma experiência-piloto iniciada no ano anterior na Escola Municipal Edivaldo Machado Boaventura.

Além da unidade-piloto, integram o programa as escolas municipais Antônio Neiva Araújo, Santa Rita, São Sebastião, Verde Amarelo, Veredinha e Palmeiras. Neste ano, todas as unidades realizaram atividades do Dia do Scratch e da campanha Mão na Massa, voltadas à aprendizagem por meio da experimentação e da criação.

Para Cledivone Mota, técnica da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer e integrante da comissão gestora do programa, a principal mudança está na participação dos alunos nas atividades escolares.

“A mudança mais importante que percebemos está na forma de olhar para o estudante. Ele deixa de ser apenas receptor da informação e passa a construir o conhecimento, participando, criando e compartilhando ao longo do processo de aprendizagem”, afirma.

Atividades práticas aproximam conteúdos da realidade dos alunos

Na Escola Municipal Santa Rita, localizada na comunidade de Ponte Velha, a professora Ivaneide Alves desenvolveu uma atividade de educação ambiental com foco nos três Rs: reduzir, reciclar e reutilizar. A proposta também abordou o descarte correto de pilhas, com participação dos estudantes na aplicação dos conhecimentos trabalhados em sala.

Já na Escola Municipal Antônio Neiva Araújo, na comunidade de Boa Vista, a professora Joyce Nascimento desenvolve experiências de aprendizagem criativa com uma turma multisseriada do 1º e 2º ano do ensino fundamental.

Entre as atividades realizadas está o varal “Cada Rosto, Uma História”, no qual as crianças utilizaram materiais como papel, barbante, botões e lã para criar rostos. A proposta trabalhou identidade, criatividade e respeito às diferenças, além de incentivar a socialização das produções.

Segundo Joyce, a formação oferecida pelo programa ampliou as possibilidades de planejamento das aulas, inclusive em contextos com recursos limitados.

“Passei também a olhar com mais atenção para os materiais e as possibilidades existentes na própria escola e na comunidade. Com planejamento e criatividade, conseguimos desenvolver atividades significativas mesmo quando não dispomos de muitos recursos”, relata.

O acompanhamento das práticas também envolve a gestão escolar. De acordo com Sorajna Oliveira, diretora de escolas de pequeno porte, o trabalho inclui diálogo com os professores, análise dos planejamentos, visitas às unidades e observação das atividades. Os registros pedagógicos e as produções dos alunos ajudam a identificar avanços e dificuldades no processo de aprendizagem.

Formação e expansão da iniciativa

Um dos desafios iniciais foi incorporar a aprendizagem criativa ao planejamento pedagógico sem tratá-la como uma atividade extra. Para isso, a rede passou a incluir experiências dessa abordagem nos encontros formativos com os professores.

De acordo com Ismael Moreira, vice-diretor de escolas de pequeno porte e integrante da equipe formadora, a previsão para 2027 é dar continuidade às formações e ampliar gradualmente o programa.

Cledivone Mota afirma que a meta é alcançar todas as escolas da rede municipal em um prazo estimado de quatro a cinco anos. A expansão, portanto, deve ocorrer de forma gradual, acompanhada da formação dos profissionais e da incorporação das práticas à rotina escolar.

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