Encontro quilombola em Cachoeira debate educação e direitos sociais

Foto: Divulgação/Prefeitura de Cachoeira

 

 

O I Encontro da Força Quilombola do Recôncavo de Cachoeira foi promovido na última quinta-feira, 26, na Câmara de Vereadores, para discutir ações de fortalecimento de direitos, território, educação, inclusão e justiça social, com políticas de desenvolvimento, para manter e melhorar as escolas de comunidades quilombolas. 

 

Segundo a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (PT), o evento destacou a importância do fortalecimento de políticas públicas afirmativas, da promoção de uma educação antirracista, do compromisso com as questões sociais e do enfrentamento ao racismo. 

 

Como exemplo, ela citou o Plano Municipal de Educação Antirracista de Cachoeira, iniciativa pioneira no Brasil, que vem se consolidando como referência nacional ao inspirar outras cidades e estados na implementação de práticas pedagógicas inclusivas nas grades curriculares, contribuindo para o processo de conscientização, valorização da identidade e promoção da igualdade racial.

 

“É no chão da escola que precisamos levar conhecimentos com formação para essa consciência. Através dos alunos, essas informações chegarão ao seio da família. Quando uma criança se conscientiza, ela leva isso para a vida inteira. Estamos formando cidadãos, um processo a médio e longo prazo, em prol de uma sociedade mais consciente para combater o racismo estrutural nas escolas, através da valorização da Cultura Afro-brasileira”, afirmou Eliana Gonzaga.

 

A professora adjunta da UNEB e participante do projeto do I Encontro da Força Quilombola, Anhamons Brito, destacou que a iniciativa foi construída a partir das demandas reais das comunidades. 

 

“Essa ação é uma iniciativa da Associação de Mulheres Quilombolas do Tabuleiro da Vitória e Adjacências, em parceria com o Governo da Bahia, desenvolvido com recursos da CAR, do Banco Mundial e do Governo Federal, para construção de casas quilombolas, o que significa trazer para a comunidade quilombola um reforço no sistema de educação de direitos e dignidade, atuando no processo de formação, na compreensão do que é ser quilombola, defender o direito à garantia de legitimidade, unidade e unificação, associada à educação e desenvolvimento de políticas públicas, para o entendimento da força das comunidades quilombolas”, disse.

 

O encontro contou com a participação dos representantes da Universidade Estadual do Estado da Bahia (UNEB), Defensoria Pública, Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos povos e comunidades tradicionais (SEPROMI), Prefeitura de Cachoeira, Companhia de Desenvolvimento de Ação Regional e do Governo do Estado, 

 

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