Escolas estaduais potencializam ações voltadas à educação antirracista no Novembro Negro

 

 

Para marcar o Dia da Consciência Negra (20), a Secretaria da Educação do Estado realizará o painel “Experiências, educação antirracista, luta e liberdade”, na próxima segunda-feira (20), a partir das 14h, no auditório do órgão, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os estudantes do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, localizado no bairro de Cajazeiras, em Salvador, apresentarão o projeto “Escrevivências afro-baianas”. Os alunos do Colégio Estadual Edith Ferreira da Fonseca, de Feira de Santana, irão trazer a exposição fotográfica “Pretitude em foco”, de autoria própria. Já os estudantes do Colégio Estadual Quilombola da Bacia do Iguape serão representados pelo Àjòdún do Quilombo – Festival de Literatura Negra. A atração cultural está garantida com o Afoxé Filhos do Congo.

 

 

Nas escolas, diversas atividades voltadas à educação para as relações étnico-raciais e à educação antirracista também estão sendo potencializadas neste mês de novembro. As iniciativas, que ocorrem durante o ano letivo como parte do currículo escolar, envolvem seminários; encontros pedagógicos; formações continuadas; aquisição de material pedagógico; apresentações artísticas e culturais; e rodas de conversas abordando, por exemplo, o desenvolvimento de projetos de iniciação científica em sala de aula.

 

 

As ações pedagógicas e afirmativas ultrapassam os muros das escolas e envolvem as famílias e as comunidades. Foi o que aconteceu nesta sexta-feira (17), quando foi apresentada a 3ª Marcha da Consciência Negra e Respeito à Diversidade do Colégio Estadual Ministro Aliomar Baleeiro, em Pernambués. Os estudantes saíram em caminhada do colégio até à Praça Arthur Lago. Embalados pelo som dos tambores, eles homenagearam personalidades negras, como Mariele Franco, e ergueram cartazes com frases como “Racismo não é piada”.

 

 

A professora de História, Dorismar Andrade, falou da culminância e do trabalho realizado desde o início do ano letivo. “Na primeira unidade, por exemplo, trabalhamos com o tema ‘As mulheres que marcaram a história no Brasil e no mundo’, em que cada turma pesquisou sobre uma personagem feminina que se destacou no passado e que, também, se sobressai na atualidade. O aluno se identifica enquanto raça, sujeito, cidadão, e, dessa forma, há uma elevação na sua autoestima”.

 

 

A estudante Emanuele Juliana de Jesus, 19 anos, por exemplo, se identificou, desde o início, com a cientista brasileira Jaqueline Góes, que integrou a equipe que mapeou os primeiros genomas do novo Coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país. “O preconceito existe muito ainda e dói. Esta marcha é uma forma de acabarmos com isso, de ressaltarmos a importância do povo negro na História, melhorarmos nossa autoestima e a identificação com negras e negros que se destacaram, como a cientista Jaqueline por quem me sinto representada porque a Ciência é a minha área de preferência entre todas as disciplinas”, revela.

 

 

Interior – A mobilização acontece em toda a rede. O Colégio Estadual Eurídice Santana, em Marcionílio Souza, por exemplo, promoveu, nesta semana, a segunda edição do Festival Tamburi em Raízes Africanas, que ressaltou o resgate da representatividade dos antepassados vindos do continente africano. Já o Colégio Estadual de Tanque Novo, no município do mesmo nome, acontece o projeto “Novembro Negro: identidade, memória e culturas”, que apresenta reflexões sobre a luta e a inserção das populações negras na sociedade brasileira através de um viés histórico e contemporâneo. E no município de Urandi, os estudantes do Colégio Estadual de Urandi estão imersos no projeto “Consciência negra”, com o propósito da discussão e reflexão sobre temáticas como racismo, preconceito, discriminação e cotas raciais.

 

Foto: Divulgação

 

 

 

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